Sully, o Herói do Rio Hudson

28/11/2017

Imagino que muitos de vocês já assistiram ao filme: Sully, o Herói do Rio Hudson certo?

Para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de assistir, vou fazer um breve resumo (prometo não tirar a graça rss).

O filme é baseado em fatos verídicos ocorridos com um voo saindo de Nova York que sofre uma colisão com pássaros e tem suas duas turbinas danificadas quando o avião ainda não estava em sua altitude de cruzeiro. O piloto sem muitas opções de retornar ao aeroporto decide pousar no rio Hudson e salva todas as vidas a bordo.

Infelizmente simulações feitas no fabricante da aeronave mostram que o voo tinha condições de retornar ao aeroporto de origem ou em um outro aeroporto nas proximidades de Nova York. Começam então a questionar o piloto sobre seu pouso forçado quando os simuladores mostravam que ele poderia ter retornado em segurança.

No final do filme.....bem, claro que não vou contar rsss, mas recomendo a quem ainda não teve oportunidade.

Vocês devem estar perguntando: Onde esse cara de T.I quer chegar com esse assunto de acidente aéreo?

Bom vamos lá, simuladores de voo, assim como processos ou metodologias em projetos de T.I, levam muito pouco em conta o fator humano, ou seja, são generalistas com relação ao comportamento humano. Tentarei ser mais claro.

Uma empresa contrata uma consultoria especializada em processos de T.I, ITIL por exemplo. Os consultores através de entrevistas tentam entender o negócio de T.I da empresa e a partir dai desenham ou tentam melhorar os processos já implantados.

Penso que dois grandes pontos cegos não estão sendo considerados:

1- Comportamento humano, então na minha visão, o processo ou processos implantados podem vir a ter graves falhas quando submetidos a alguma crise onde rápidas ações são necessárias.

2- Desconhecimento do negócio de T.I pelos consultores, por mais que eles tentem ter esse entendimento, quem melhor do que os colaboradores para conhecerem o negócio que cuidam no dia a dia?

Veja que não estou criticando os consultores especialistas em implantações de processos ou projetos. Não tenho dúvida que eles têm toda competência para esse tipo de atividade, mas como menciono acima, estão deixando dois pontos cegos importantes fora da equação.

Desenho ou melhorias de processos ou projetos em T.I precisam levar fortemente em conta o comportamento e o conhecimento do negocio pelos colaboradores. São eles que no caso de um incidente critico, assim como no caso do filme, devem tomar a melhor decisão em um curto espaço de tempo ou então com certeza vão existir mortos ou feridos.

Quem melhor do que os colaboradores podem efetivamente ajudar a escrever ou melhorar processos ou projetos quando se sentem parte integrante e importante da equação:

Processos = Procedimentos + Pessoas.