Novo Olhar

17/11/2017

Durante o tempo em que trabalhei como colaborador em T.I diretamente com processos (ITIL, COBIT) e todo tipo de metodologias de projetos, como PMBOK, sempre me deparava com a seguinte pergunta: "Se as empresas gastam um bom dinheiro com consultorias especializadas em processos ou projetos, porque sempre existe um problema com causa raiz não determinada, um incidente onde as ferramentas de monitoração não detectaram, um projeto em que sua implantação foi traumática e deixou sangue por todo lugar?"

Pois bem, depois de mais ou menos 30 anos, talvez tenha chegado a conclusão que, por sinal, parece simples. Processos, metodologias e outras técnicas dependem de pessoas no comando.

Já pararam para pensar que somos únicos? Mesmo executando a mesma função de uma outra pessoa temos nosso próprio jeito de interpretar procedimentos, entender metodologias e se relacionar com outras pessoas. Sem contar que no meio disso tudo temos, ego, vaidade, noção de prioridades diferentes, jogos de poder, interesses e por aí vai.

Sabem como eu cheguei a essa conclusão acima? Depois de sofrer um grave problema de saúde (dissecção da aorta). Após este grande susto, comecei a valorizar mais a vida, as pessoas, meus familiares e pensei em tentar fazer algo que ajudasse empresas e colaboradores à conduzirem processos e projetos de maneira menos estressante.

Os processos deveriam se adaptar as pessoas e a cultura organizacional e não o contrário. As pessoas são a razão das corporações serem um sucesso ou fracasso.

Então, como fazer isso em uma empresa como colaborador? Não tinha a mínima ideia.

Foi aí que o universo conspirou a favor, fui desligado. Essa foi a deixa para que eu partisse em carreira solo e começasse a desenvolver uma metodologia em que as pessoas são os atores principais, depois vem processos e projetos.

A metodologia que estou trabalhando é baseada em Psicodrama, Constelações Empresariais e Lego Serious Play (LSP). Por meio dessa metodologia é possível criar processos e gerenciar projetos, baseados nas pessoas e na cultura de cada organização.

Assim acredito em um mundo corporativo (principalmente em T.I) menos estressante e mais prazeroso para se trabalhar. Essa é a minha contribuição para uma mudança de paradigmas.