Tempo de Mudanças

30/08/2017


Minha carreira toda, em seus trinta e poucos anos, sempre foi dentro de tecnologia. Com muito orgulho!

Neste tempo, também atuei como gestor de pessoas. Confesso que adoro, mas está longe de ser fácil. Pessoas são únicas: têm comportamentos e reações inesperadas, diferente de um sistema em que podemos prever seu comportamento (ao menos na maioria das vezes).

E os processos de tecnologia então? São escritos partindo da premissa que todos somos iguais o que, na minha humilde opinião, não é verdade.

Mas... e se antes de desenhar os processos, publicá-los e garantir que eles sejam seguidos, existisse uma etapa, na qual os players dos processos sejam tratados como únicos; sejam genuinamente ouvidos e participassem do desenho?

Seria utopia? Talvez muitas pessoas pensem que sim; alguns podem dizer que vai custar mais caro; outros que não atendem as metas da empresa. Me permita discordar de novo. Alguém já fez as contas de quanto dinheiro é desperdiçado quando um processo de incidentes não é bem desenhado, pois não se levou em conta que existem pessoas únicas envolvidas e, justamente, aquele serviço crítico fica indisponível por algumas horas?

E o dinheiro que foi gasto então para desenhar o processo? Horas com consultoria, horas de treinamentos, workshops, etc.

Estamos em uma nova época, onde os consumidores têm cada vez mais informação e mudam rapidamente de preferência, caso sejam mal atendidos. E a pior coisa que pode acontecer para um site de compras, é ficar indisponível por causa daquele processo de incidentes que não foi bem desenhado e não levou em consideração a cultura da empresa nem o perfil dos colaboradores.

Empresas são únicas, independente de seu ramo de atuação, porque são feitas de pessoas. E empresas que genuinamente se preocupam com pessoas tendem a se tornar muito mais rentáveis e lembradas por isso.

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